O DESENVOLVIMENTO FONOTÁTICO DE CRIANÇAS GÊMEAS DIZIGÓTICAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54221/rdtdppglinuesb.2020.v8i1.192

Palavras-chave:

Desenvolvimento Fonológico, Fonotática, Gêmeos Dizigóticos, Sonoridade

Resumo

O presente estudo tem como objetivo investigar o desenvolvimento fonotático de duas crianças gêmeas dizigóticas, tendo como foco a discussão se o desenvolvimento linguístico de gêmeos dizigóticos é semelhante ou diferente e o papel da sonoridade nas combinatórias segmentais iniciais. Para tanto, seguimos os pressupostos teóricos da teoria dos Sistemas Adaptativos Complexos (THELEN; SMITH, 1994), que prevê variabilidade, não linearidade e imprevisibilidade no desenvolvimento de um sistema complexo, e do Modelo de Sonoridade Silábica (BASBØLL, 2005), utilizado na descrição e análise fonotática. Analisamos os dados de duas crianças gêmeas dizigóticas, denominadas de Mg e Bg, do sexo feminino, durante a faixa etária de um a dois anos, desenvolvendo o português brasileiro (PB) de Vitória da Conquista – Ba. O corpus desta pesquisa é constituído por dados observacionais e naturalísticos, coletados em sessões mensais de 30 minutos, e pertence ao banco de dados do Grupo de Estudos de Psicolinguística e Desenvolvimento Fonológico (GEPDEF). Os resultados desta pesquisa mostraram que, embora as diferenças entre o percurso fonotático de Mg e Bg não tenham sido estatisticamente significativas, nem no balbucio nem nas palavras, cada uma delas apresentou um trajeto próprio ao longo do desenvolvimento. Quanto ao papel da sonoridade na fonotática inicial, verificamos que há uma preferência por combinatórias formadas por segmentos obstruintes, em especial, os desvozeados, na posição de ataque. O mesmo padrão foi encontrado nas produções que tinham a coda preenchida. De modo geral, constatamos que, apesar de não fugirem do que é esperado pelo padrão fonotático do PB, o desenvolvimento linguístico de crianças gêmeas dizigóticas também é variável e não linear.

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Publicado

30-12-2020