O ESPELHAMENTO NO PROCESSAMENTO VISUAL DE ESTÍMULOS GRÁFICOS E SUA POSSÍVEL ASSOCIAÇÃO COM VARIÁVEIS LINGUÍSTICAS E COGNITIVAS
DOI:
https://doi.org/10.54221/rdtdppglinuesb.2020.v8i1.196Palavras-chave:
(Dis)simetrização, Espelhamento, Alfabetização, Lateralidade, Preferência manual, InteligênciaResumo
Essa pesquisa colabora para a descrição de aspectos relacionados ao desenvolvimento inicial da leitura e da escrita. Especificamente, este estudo objetiva a descrição do fenômeno conhecido como espelhamento, pois segundo Dehaene (2002) “nosso cérebro não evoluiu para (dis)simetrização dos traços distintivos”, logo é necessário que o cérebro aprenda a reconhecer a direção dos traços distintivos que dão valor sonoro à letras, números e símbolos. A ausência de estudos que explorem a temática do espelhamento em nosso país, torna essa pesquisa importante na perspectiva de contribuir pra que professores, pais e alunos, entendam que todos passamos pelo estágio do espelhamento, sem necessariamente isso significar que sua presença seja indício de algum transtorno de aprendizagem. Os dados são avaliados à luz da Teoria dos Sistemas Adaptativos Complexos. No campo da Linguística, em especial no processo de aquisição típica e atípica da linguagem, essa perspectiva tem se mostrado bastante promissora, eficaz e atual, uma vez que seus pressupostos teóricos e metodológicos possibilitam avaliação de dados alinhada às descobertas do âmbito neurocientífico. Este estudo avaliou, portanto, o processo de (dis)simetrização no desenvolvimento inicial da leitura e da escrita, em escolares do último ano da educação infantil e das classes do ciclo de alfabetização, buscando, entre outros aspectos, identificar a alta presença de indícios de espelhamento nessas séries, tanto no nível da produção escrita como do reconhecimento na leitura, avaliar possíveis associações do espelhamento com variáveis do âmbito linguístico: escrita e leitura e do âmbito cognitivo: inteligência. Nossa hipótese de trabalho considera que, pelo fato de a escrita ser um elemento cultural de nossos tempos, os indivíduos não nascem naturalmente preparados para relacionar valor sonoro e determinada direção de elementos linguísticos. Para alcançar o objetivo deste estudo foram elencadas como variáveis: lateralidade, preferência manual, produção de símbolos, sinais de pontuação, letras, números, frases, palavras e escrita do próprio nome, bem como avaliou-se também o reconhecimento de letras, não letras, símbolos de outros sistemas de escrita, letras em outras direções e letras espelhadas, capacidade de leitura e escrita e inteligência. As tarefas de produção (escrita) e reconhecimento (leitura) de letras e símbolos invertidos ou espelhadas como se tivessem valor sonoro foram avaliadas por conjunto de tarefas adaptadas e, pela ausência de um instrumento que desse conta da avaliação do espelhamento, foi elaborado um conjunto de tarefas especificamente para avaliar o fenômeno com elementos e técnica que pode ser aplicadas pelo professor e pais, o referido instrumento está em fase de adequações e ajustes para publicação posterior. Participaram da pesquisa 129 escolares com idade entre 4 e 12 anos, de ambos os sexos, de uma creche pública com alunos do último ano da educação infantil; uma escola da rede pública com alunos de todo ciclo de alfabetização; uma escola da rede particular de ensino com alunos do último ano da educação infantil e todo ciclo de alfabetização em um município do interior da Bahia. Os dados, de caráter não experimental e transversal, foram tabulados e tratados qualitativa e quantitativamente, por meio da análise descritiva e correlacional. Os coeficientes de correlação entre indícios de produção espelhada e reconhecimento de produção espelhada deste estudo variaram de fraca a moderada significativa. Na nossa avaliação, esses resultados se devem, em parte, pela falta de sujeitos que não espelham nem no nível da produção nem no nível do reconhecimento, isto é, alunos que mesmo sabendo escrever continuam espelhando no nível do reconhecimento. Ainda, observamos que escolares que já conseguem decodificar letras sinais, números na direção correta e com valor sonoro apresentam menos indícios de produção espelhada e, em contrapartida, participantes ainda não leitores apresentam expressivos indícios de espelhamento tanto em produção de letras espelhadas quanto de reconhecimento de letras espelhadas. Outro achado deste estudo mostrou que o espelhamento ocorre no processamento visual de quaisquer símbolos gráficos; e não ocorre apenas com elementos de nosso sistema de escrita. Ao compararmos escolares com poucos e muitos indícios de espelhamento, observamos que vii indícios de reconhecimento ainda permanece mesmo em escolares que já conseguem ler. Quanto às tarefas de produção, quanto maior o grau de escolarização há uma redução nos indícios de espelhamento, embora alguns ainda apresentem espelhamento na escrita do nome e um percentual significativo de escrita de números espelhados. Na comparação entre segmentos linguísticos, observaram-se indícios de espelhamento em letras e palavras, mas não foram observados indícios de espelhamento de frases. Apesar de metodologicamente não termos garantido sujeitos com perfil de leitor proficiente e sem quaisquer indícios de espelhamento, nossos dados sugerem a atuação em um complexo feixe de variáveis para explicação tanto dos sujeitos com poucos indícios de espelhamento quanto dos com bastantes indícios. Na relação entre variáveis linguísticas e cognitivas, à medida em que há desenvolvimento de algumas variáveis há desenvolvimento compatível de outras variáveis. Esse estudo contribui para novos achados na compreensão do desenvolvimento da escrita uma vez que o espelhamento pode acontecer como um processo natural, porém quando há um avanço no desenvolvimento maturacional do aluno e esse continua a espelhar devem ser investigados outros aspectos como a dislexia.
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